Programando para FinTech

 
A rápida ascensão das startups FinTech mudou a paisagem do negócio nos setores bancários e de serviços financeiros, pedindo soluções mais inovadoras. As FinTech foram nomeadas à partir de um programa de aceleração promovido pela Accenture, empresa de consultoria, que divulgou em relatório recente informações de que o investimento em FinTech triplicou. Com previsão de alcançar até 8 bilhões de dólares até 2018, estas startups possuem vários aspectos em comum que podem caracterizá-las. 
 
Fintech
 
Em sua maioria já surgem no meio digital, em plataformas online ou em aplicativos mobile, além de em geral oferecerem novos produtos financeiros de forma mais simples e intuitiva, possuindo custo de operação reduzido, e forma de remuneração diferenciada.
 
Segundo dados levantados pelo FintechLab, já existem mais de 244 FinTechs só no Brasil, algumas destas já bem conhecidas como Nubank, Guia Bolso e Pagseguro, que juntas já receberam mais de R$ 1 Bilhão em investimentos desde 2014, concentrando-se atualmente em sua maioria nos segmentos de Pagamentos, Gestão Financeira e Empréstimos.
 
E qual seria a melhor linguagem para iniciar um aplicativo FinTech?
A realidade é que a melhor linguagem sempre será aquela na qual o programador desenvolve melhor. Estatisticamente, porém, a maioria das aplicações de finanças são escritas em Java por ser testado, seguro e razoavelmente rápido para aplicações críticas. 
 
Em alguns casos C#/ASP.net, como bancos de investimento buscando mudar drasticamente sua abordagem à tecnologia. Python também é uma linguagem de programação usada no espaço FinTech, muito para a construção de ferramentas analíticas e de estratégias de negociação. 
 
Apesar de seu crescimento acelerado, aplicativos FinTech hoje ainda têm três grandes desafios para lidar: segurança, tempo e confiança. Novas linguagens para essas aplicações serão dificilmente comercializáveis para produtos financeiros ou suficientemente fortes para grandes centros, como a bolsa de valores. Por exemplo, o caso da China, onde o FinTech é um grande mercado, porém é um país onde o Google não funciona. Isso torna a distribuição de um aplicativo Android muito mais complexa. Os provedores da tecnologia precisam fornecer aos seus clientes o arquivo ‘.apk’ para ser disponibilizado em seu site, para que o download do aplicativo possa ser feito a partir daí, ou em lojas online locais, como o Baidu. 
 
Construir apps FinTech não é simples, mas com a equipe certa, tecnologia e uma abordagem inovadora, esta pode ser um área extremamente interessante para surgir com novas startups, pois, atualmente, o consumidor da área quer uma nova experiência. Segundo o diretor executivo da Accenture, Guilherme Horn, “hoje, as novas gerações dão mais importância à experiência do que à marca. Em empresas como WhatsApp foi a experiência que consolidou a marca”. Este é o momento certo para FinTech. E o mercado está ansiando por novas idéias.
0
Your rating: Nenhum